Dores no nervo ciático: saiba o que é, sintomas, como prevenir e tratar

Dores no nervo ciático: saiba o que é, sintomas, como prevenir e tratar

“Tô com uma dor no ciático hoje!” – com certeza, você já falou ou ouviu essa frase, não é mesmo?! Apesar de levar a culpa por qualquer incômodo nas costas, o nervo ciático nem sempre é o vilão.

A dor, bem chata, diga-se de passagem, normalmente variar muito – pode vir com um formigamento suave, uma dor surda ou sensação de queimação. Em alguns casos, a dor é tão forte que a pessoa não consegue se mexer.

Calma! Se você sofre constantemente com esse incômodo, tenho uma boa notícia: existe tratamento e prevenção para esse problema.

Portanto, continue a leitura e conheça exatamente as atitudes para afastar a dor ciática da sua vida.

O que é o nervo ciático?

Você sabia que ele é o maior nervo do nosso corpo?

Siiim! Veja só o caminho que ele percorre: originando de diversas raízes nervosas que saem do final da coluna lombar, ele começa na parte de trás do quadril, desce pela coxa, pelo joelho e pela batata da perna, até alcançar o dedão do pé.

Responsável pela sensibilidade e funcionamento das pernas e dos pés, na presença de uma inflamação local, a dor pode ser sentida ao longo de todo aquele trajeto.

Pronto! Agora que você já conhece essas características vai conseguir diferenciar a dor do nervo ciático de uma simples dor lombar, pois esta é localizada, enquanto a dor ciática irradia, percorrendo todo o membro inferior.


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Quem está mais suscetível à dor?

Todas as pessoas podem ter algum episódio de dor ciática ao longo da vida, mas raramente se manifesta na juventude, tem seu pico de incidência a partir dos 40 anos, não distingue homens e mulheres e pode acometer de 10% a 40% da população ao longo da vida.

Além disso, a dor ciática é mais comuns entre os grupos abaixo:

  • Praticantes de atividade física (intensa ou não) que já tiveram dor ciática no passado;
  • Motoristas de caminhão;
  • Operadores de máquinas;
  • Trabalhadores submetidos a posições não ergonômicas (carregadores de cargas, por exemplo)

Quais são os sintomas de inflamação no nervo ciático?

O principal sintoma que indica a inflamação do nervo ciático é a dor.

A maioria das pessoas descreve a sensação dolorosa como um “músculo machucado” ou “pontadas” que podem ter se manifestado após uma prática física mais intensa (longa caminhada), ou mesmo após a permanência na posição sentada por longo período.

Além dessas particularidades você também poderá observar:

  • Dor na parte posterior da perna e glúteo;
  • Pouca dor lombar;
  • Dores na perna em forma de choque queimação;
  • Geralmente em apenas um dos membros inferiores;
  • Nos casos mais graves pode ocorrer diminuição da força no membro inferior;
  • Geralmente a dor melhora deitado;
  • A dor piora sentado ou em pé;
  • Pode apresentar piora ao espirrar ou tossir.

O que causa a inflamação no nervo ciático?

Uma pressão nesse nervo pode causar inflamação e consequentemente a chamada dor ciática.

A causa mais comum de dor nesse nervo é uma hérnia de disco, ou seja, o extravasamento do núcleo gelatinoso existente entre as vértebras da sua coluna.


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Imagine que cada vértebra é um daqueles chicletes que contêm uma parte líquida em seu interior. A hérnia de disco ocorre quando há o extravasamento do conteúdo gelatinoso.

Outra causa menos comum de compressão do nervo ciático é quando ele passa pelo músculo piriforme (glúteo). Essa compressão ocorre principalmente em esportistas e corredores que tendem a aumentar o volume desse músculo.

Como é feito o diagnóstico da dor ciática?

​​Exame físico: O teste de Lasègue por ser sensível pode detectar a dor nos casos de compressão do nervo ciático.

O teste é feito com o paciente deitado e a perna estendida causando uma dor muito forte e irritada até o pé.

Além disso, também pode ocorrer fraqueza ou perda de sensibilidade em alguma parte do membro inferior.

​Exames de imagem: tomografia ou ressonância da coluna lombar pode avaliar a presença de hérnia de disco

Tratamento conservador

  • Medicações analgésicas e anti-inflamatórias;
  • Fisioterapia;
  • Gelo ou calor local;
  • Repouso relativo por curtos períodos de tempo;
  • Procedimentos de dor como infiltrações com corticoide, guiadas por radioscopia ou tomografia.

Cirurgia

Quando não há melhora com o tratamento clínico as cirurgias têm como objetivo remover a hérnia de disco e, para isso é utilizado o microscópio ou o endoscópio. Atualmente essas cirurgias são minimamente invasivas com o retorno precoce do paciente as suas atividades.​

Prevenção​

  • Exercícios físicos regulares;
  • Evitar o sobrepeso;
  • Alongamento;
  • Fortalecimento muscular com orientação respeitando os seus limites;
  • Ergonomia no trabalho ou em casa como cadeiras e colchões adequados;
  • Evitar carregar pesos de forma inadequada.

Entre as terapias não medicamentosas destacam-se:

  • Acompanhamento fisioterapêutico;
  • Sessões de massagem;
  • Exercícios de fisioterapia;
  • Aulas de hidroterapia.

Além dos tratamentos mencionados acima, algumas técnicas não tradicionais tem ganhado bastante destaque por
apresentar bons resultados, são essas técnicas:

  • Aplicação de Terapia manual;
  • Massagem terapêutica;
  • Pressão manual;
  • Acupuntura (reflexologia);
  • Terapia de ozônio;
  • Hirudoterapia (tratamento com sanguessugas),
  • Terapia de lama.

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